quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Ernesto Neto: Dengo
- Grande Sala MAM
Descrição
Um dos nomes mais importantes da arte brasileira no Brasil e exterior, o carioca Ernesto Neto traz para a Grande Sala do Museu de Arte Moderna de São Paulo seus grandes ambientes multisensoriais imersivos. É a exposição Ernesto Neto: Dengo, que ocupa todo o principal espaço expositivo do MAM a partir do dia 18 de setembro (sábado) até o fim do ano. A exposição tem patrocínio do Banco Itaú e o copatrocínio da Redecard. Conhecido por suas instalações de grandes dimensões, exibidas nas mais importantes instituições ao redor do mundo, como Panthéon (Paris), MoMA (NY), e Hayward Gallery (Londres), o artista traz para o MAM-SP pela primeira vez uma instalação desse porte. Com seus diversos nichos e reentrâncias confeccionados em crochê, Dengo é um convite para o público interagir com a obra de forma descontraída, estabelecendo relações de familiaridade. Remetendo às esculturas de crochê já realizadas pelo artista, Dengo é a primeira obra nesse material que atinge tamanha dimensão. Nela, não há redomas formando subsalas por entre suas estalactites gigantes de crochê pendentes do teto. O visitante terá a sensação de que toda a Grande Sala foi transformada em um ambiente imersivo único, permeado por grandes gotas coloridas. A cor, aliás, terá papel fundamental na composição da obra, que se insere no caráter de escultura-pintura. As tonalidades puras utilizadas em uma escala de cores vivas, como amarelo (predominante como o sustentáculo de toda a estrutura), azul celeste, vermelho, magenta, entre outras, irão se mesclar na trama do crochê e na própria estrutura do fio, resultando em novos tons de laranja, roxo e verde bandeira. Para tornar esse um ambiente lúdico e convidativo, a estrutura de crochê será permeada por diversos elementos que poderão ser usados e manuseados e estarão associados ao universo de Ernesto Neto. Pencas de saquinhos ora recheados de balas comestíveis, ora confeccionados em delicado tecido estufado pelo perfume da camomila, serão suspensos por correntes e ganchos, como nas bancas de camelôs. Nove tambores, cujas baquetas estarão integradas ao crochê e poderão ser manipuladas pelo espectador, rodearão um piano de meia cauda. Pequenos fogareiros e fogões farão as vezes de bases de algumas das colunas de crochê. Grandes estruturas brancas permitirão ao visitante amalgamar-se em seus contornos macios. Cadeiras e bancos que servirão de repouso ao público serão içados pela trama de crochê que irá “brotar” do teto da Grande Sala, como um organismo vivo que domina o espaço. A sensação será reforçada pela estrutura colossal amarela, também em crochê, que estará dependurada por todo o teto do espaço expositivo e da qual brotarão todas as gotas, estalactites e colunas de diferentes comprimentos, algumas tocando o chão. O teto da Grande Sala, onde será fixada de fato a estrutura do imersível, ficará parcialmente escondido do público por um estuque vazado por círculos maiores e menores, dos quais sairão os braços do crochê. Por meio de uma escada e uma plataforma de observação, o espectador poderá observar o bastidor da obra e estrutura que a sustenta. Espalhados pelo espaço, diversos monitores de plasma exibrão vídeos realizados por Neto ao longo de sua carreira, em uma pequena mostra retrospectiva.
Sobre o , museu !
Missão
"Colecionar, estudar, incentivar e difundir a arte moderna e contemporânea brasileira, tornando-a acessível ao maior número de pessoas possível."
Apresentação
O Museu de Arte Moderna de São Paulo MAM é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos, e é um dos mais importantes museus da América Latina.
Fazem parte de sua coleção mais de 5 mil obras, reunindo mais de mil artistas entre os mais expressivos da arte moderna e contemporânea brasileira.
O MAM mantém uma programação anual de grandes exposições e promove a cada dois anos o Panorama da Arte Brasileira, uma das mais importantes e mais tradicionais exposições periódicas realizadas no Brasil.
O museu tem ainda uma intensa programação de atividades culturais e educativas, com a realização de cursos, oficinas e visitas monitoradas. A missão de difundir a arte e a cultura é apoiada pela Biblioteca do MAM, que disponibiliza mais de 65 mil títulos e documentos para especialistas e para o grande público, e pelo setor de publicações, com a edição de catálogos, obras específicas e da revista trimestral Moderno.
O setor educativo do MAM atende alunos da rede pública e privada, além de criar e difundir projetos educativos e culturais para portadores de necessidades especiais.
Fazem parte de sua coleção mais de 5 mil obras, reunindo mais de mil artistas entre os mais expressivos da arte moderna e contemporânea brasileira.
O MAM mantém uma programação anual de grandes exposições e promove a cada dois anos o Panorama da Arte Brasileira, uma das mais importantes e mais tradicionais exposições periódicas realizadas no Brasil.
O museu tem ainda uma intensa programação de atividades culturais e educativas, com a realização de cursos, oficinas e visitas monitoradas. A missão de difundir a arte e a cultura é apoiada pela Biblioteca do MAM, que disponibiliza mais de 65 mil títulos e documentos para especialistas e para o grande público, e pelo setor de publicações, com a edição de catálogos, obras específicas e da revista trimestral Moderno.
O setor educativo do MAM atende alunos da rede pública e privada, além de criar e difundir projetos educativos e culturais para portadores de necessidades especiais.
Instalações
O MAM está localizado no Parque do Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, entre o Pavilhão da Bienal e a Oca, num conjunto projetado por Oscar Niemeyer, em 1954.
O edifício do MAM foi reformado por Lina Bo Bardi, em 1969, para abrigar a sede do museu. Fazem parte das instalações do MAM duas galerias de exposição, ateliês, biblioteca e um auditório para duzentas pessoas, além de um restaurante e de uma loja do museu, com objetos de design e produtos com a grife do MAM.
A área expositiva, o restaurante e os espaços internos estão integrados visualmente à vegetação do parque do Ibirapuera e ao Jardim de Esculturas, que abriga obras do acervo do MAM numa área de 6 mil metros quadrados com paisagismo de Burle Marx.
O edifício do MAM foi reformado por Lina Bo Bardi, em 1969, para abrigar a sede do museu. Fazem parte das instalações do MAM duas galerias de exposição, ateliês, biblioteca e um auditório para duzentas pessoas, além de um restaurante e de uma loja do museu, com objetos de design e produtos com a grife do MAM.
A área expositiva, o restaurante e os espaços internos estão integrados visualmente à vegetação do parque do Ibirapuera e ao Jardim de Esculturas, que abriga obras do acervo do MAM numa área de 6 mil metros quadrados com paisagismo de Burle Marx.
Histórico
MAM foi fundado em 1948, por iniciativa do empresário Francisco Matarazzo, e sua criação foi inspirada no Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York, sendo concomitante ao surgimento do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ). A fundação do MAM coincide com um período importante de institucionalização do meio artístico brasileiro, também pontuado pelo surgimento do Museu de Arte de São Paulo (MASP), da companhia cinematográfica Vera Cruz, do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e pela fundação da Cinemateca Brasileira.
Curadoria
A Curadoria é responsável pela linha artística do Museu. Cabe-lhe decidir as mostras que compõem o cronograma anual, assim como articular os diversos setores que dão suporte à realização das mesmas: Acervo, Publicações, Biblioteca e Educativo. Para tal, a Curadoria conta com o auxílio de um Conselho Consultivo, em cujas reuniões bimestrais são analisadas propostas de exposição, de doações ou comodatos e a linha de atuação artística da Instituição a médio e longo prazo.
Historicamente, a Curadoria é responsável pela composição, manutenção e exibição de coleções. Em instituições de interesse público, como o MAM, cabe-lhe também cuidar da relevância dos conteúdos apresentados, pois os espectadores devem usufruir de uma experiência com conteúdo cognitivo e estético ao visitarem as mostras em cartaz.
A Curadoria do Museu cuida da vida do acervo. Busca lacunas na coleção, constrói parcerias para aquisição de peças, enxerga novas linhas a serem implementadas. Os profissionais desse setor também planejam a circulação do acervo por outras instituições, divulgando o Museu e ampliando as interpretações sobre o próprio acervo.
Historicamente, a Curadoria é responsável pela composição, manutenção e exibição de coleções. Em instituições de interesse público, como o MAM, cabe-lhe também cuidar da relevância dos conteúdos apresentados, pois os espectadores devem usufruir de uma experiência com conteúdo cognitivo e estético ao visitarem as mostras em cartaz.
A Curadoria do Museu cuida da vida do acervo. Busca lacunas na coleção, constrói parcerias para aquisição de peças, enxerga novas linhas a serem implementadas. Os profissionais desse setor também planejam a circulação do acervo por outras instituições, divulgando o Museu e ampliando as interpretações sobre o próprio acervo.
Linha do tempo
2000- Inauguração do espaço MAM Villa-Lobos, no shopping Villa-Lobos, zona oeste de São Paulo.
2001 - Ivo Mesquita substitui Tadeu Chiarelli, então no cargo de curador-chefe, e reinstitui o posto de diretor técnico, extinto desde 1995.
Realização do Panorama da Arte Brasileira, pela primeira vez organizado por três curadores, Paulo Reis, Ricardo Basbaum e Ricardo Resende. A mostra, acompanhada de livro e catálogo, privilegia a atuação de grupos de artistas e organizações independentes (Torreão, Agora/Capacete, APIC!, Clube da Lata, Alpendre, e Atrocidades Maravilhosas). O museu adquire para o acervo trabalhos de Rubens Mano, Eduardo Coimbra e Iran do Espírito Santo.
2002 - O posto de direção técnica é extinto. Institui-se uma Comissão Consultiva, formada por Maria Alice Milliet, Tadeu Chiarelli e Felipe Chaimovich que assumem a função e compõem o órgão em agosto. Segundo o estatuto do comitê, o trio de curadores fica responsável pelo aconselhamento e sugestões de obras a serem adquiridas ou doadas ao museu e para a escolha de mostras e projetos culturais a serem apresentados nos espaços do MAM.
2003 - O MAM exibe ao público a 28ª expoisição bienal Panorama da Arte Brasileira. A mostra segue para Vigo, Espanha. O MAM também apresenta as exposições "Aproximações do Espírito Pop", com obras de Waldemar Cordeiro, Antonio Dias, Wesley Duke Lee e Nelson Leiner, e "O Retorno dos Gigantes", mosta de artistas contemporâneos alemães.
2004 - O Museu apresenta o projeto "Escola com arte - Uma experiência nos fins de semana", que exebi de forma inédita a produção de estudantes, nas atividades do departamento Educativo do MAM. A exposição de Hércules Barsotti ganha o prêmio da APCA na categorai melhor retrospectiva.
2005 - O Museu apresenta a exposição "Andy Warhol: Motion Pictures", advinda do Museum of Modern Art de Nova York - MoMA. Andrés Martín Hernández assume a coordenação executiva do Departamento de Curadoria do MAM.
2006 - O MAM recebe um importante comodato de mais de 300 obras contemporâneas, de Eduardo Brandão e Jean Fjeld. Uma seleção do acervo de fotografias do MAM é exibida no Instituto Valenciano de Arte Moderno (IVAM), na Espanha, na exposição "Desidentidade". Pela primeira vez em sua história, o Museu apresenta grande parte de seu acervo na exposição MAM[na] OCA: Arte Brasileria do Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo.
2007- A exposição "Vieira da Silva no Brasil" ganha o prêmio da APCA na categoria Retrospectiva do ano. Mais de 25.000 pessoas visitaram a mostra. Outras importantes exposições marcaram o ano: "A Fotografia na Coleção do IVAM", "Semear", de Rinko Kawauchi que abriu as comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil e o "Panorama da Arte Brasileira 2007 - Contraditório". A exposição "Alfredo Volpi: 20 ãnos de pintura" é exposta no museu de Arte Latinoamericano de Bueno Aires (MALBA). Felipe Chaimovich assume a curadoria do MAM.
2008 - O Museu de Arte Moderna de São Paulo comemorou sessenta anos de fundação com a mostra MAM60 (de 16/10 a 14/12/08), dedicada à reflexão sobre os territórios e fronteiras entre o moderno e o contemporâneo. Os curadores Annateresa Fabris e Luiz Camillo Osorio foram convidados a se debruçar sobre a coleção do museu, hoje com 5 mil obras. Eles propuseram um percurso no prédio da Oca, organizado entre documentos e peças adquiridas em diversos momentos. Foram incluídas também obras pertencentes à primeira coleção do MAM, doada à Universidade de São Paulo em 1963, que completam o painel histórico sobre a entrada do moderno no primeiro museu paulista dedicado ao tema.
2001 - Ivo Mesquita substitui Tadeu Chiarelli, então no cargo de curador-chefe, e reinstitui o posto de diretor técnico, extinto desde 1995.
Realização do Panorama da Arte Brasileira, pela primeira vez organizado por três curadores, Paulo Reis, Ricardo Basbaum e Ricardo Resende. A mostra, acompanhada de livro e catálogo, privilegia a atuação de grupos de artistas e organizações independentes (Torreão, Agora/Capacete, APIC!, Clube da Lata, Alpendre, e Atrocidades Maravilhosas). O museu adquire para o acervo trabalhos de Rubens Mano, Eduardo Coimbra e Iran do Espírito Santo.
2002 - O posto de direção técnica é extinto. Institui-se uma Comissão Consultiva, formada por Maria Alice Milliet, Tadeu Chiarelli e Felipe Chaimovich que assumem a função e compõem o órgão em agosto. Segundo o estatuto do comitê, o trio de curadores fica responsável pelo aconselhamento e sugestões de obras a serem adquiridas ou doadas ao museu e para a escolha de mostras e projetos culturais a serem apresentados nos espaços do MAM.
2003 - O MAM exibe ao público a 28ª expoisição bienal Panorama da Arte Brasileira. A mostra segue para Vigo, Espanha. O MAM também apresenta as exposições "Aproximações do Espírito Pop", com obras de Waldemar Cordeiro, Antonio Dias, Wesley Duke Lee e Nelson Leiner, e "O Retorno dos Gigantes", mosta de artistas contemporâneos alemães.
2004 - O Museu apresenta o projeto "Escola com arte - Uma experiência nos fins de semana", que exebi de forma inédita a produção de estudantes, nas atividades do departamento Educativo do MAM. A exposição de Hércules Barsotti ganha o prêmio da APCA na categorai melhor retrospectiva.
2005 - O Museu apresenta a exposição "Andy Warhol: Motion Pictures", advinda do Museum of Modern Art de Nova York - MoMA. Andrés Martín Hernández assume a coordenação executiva do Departamento de Curadoria do MAM.
2006 - O MAM recebe um importante comodato de mais de 300 obras contemporâneas, de Eduardo Brandão e Jean Fjeld. Uma seleção do acervo de fotografias do MAM é exibida no Instituto Valenciano de Arte Moderno (IVAM), na Espanha, na exposição "Desidentidade". Pela primeira vez em sua história, o Museu apresenta grande parte de seu acervo na exposição MAM[na] OCA: Arte Brasileria do Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo.
2007- A exposição "Vieira da Silva no Brasil" ganha o prêmio da APCA na categoria Retrospectiva do ano. Mais de 25.000 pessoas visitaram a mostra. Outras importantes exposições marcaram o ano: "A Fotografia na Coleção do IVAM", "Semear", de Rinko Kawauchi que abriu as comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil e o "Panorama da Arte Brasileira 2007 - Contraditório". A exposição "Alfredo Volpi: 20 ãnos de pintura" é exposta no museu de Arte Latinoamericano de Bueno Aires (MALBA). Felipe Chaimovich assume a curadoria do MAM.
2008 - O Museu de Arte Moderna de São Paulo comemorou sessenta anos de fundação com a mostra MAM60 (de 16/10 a 14/12/08), dedicada à reflexão sobre os territórios e fronteiras entre o moderno e o contemporâneo. Os curadores Annateresa Fabris e Luiz Camillo Osorio foram convidados a se debruçar sobre a coleção do museu, hoje com 5 mil obras. Eles propuseram um percurso no prédio da Oca, organizado entre documentos e peças adquiridas em diversos momentos. Foram incluídas também obras pertencentes à primeira coleção do MAM, doada à Universidade de São Paulo em 1963, que completam o painel histórico sobre a entrada do moderno no primeiro museu paulista dedicado ao tema.
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