Ernesto Neto: Dengo
- Grande Sala MAM
Descrição
Um dos nomes mais importantes da arte brasileira no Brasil e exterior, o carioca Ernesto Neto traz para a Grande Sala do Museu de Arte Moderna de São Paulo seus grandes ambientes multisensoriais imersivos. É a exposição Ernesto Neto: Dengo, que ocupa todo o principal espaço expositivo do MAM a partir do dia 18 de setembro (sábado) até o fim do ano. A exposição tem patrocínio do Banco Itaú e o copatrocínio da Redecard. Conhecido por suas instalações de grandes dimensões, exibidas nas mais importantes instituições ao redor do mundo, como Panthéon (Paris), MoMA (NY), e Hayward Gallery (Londres), o artista traz para o MAM-SP pela primeira vez uma instalação desse porte. Com seus diversos nichos e reentrâncias confeccionados em crochê, Dengo é um convite para o público interagir com a obra de forma descontraída, estabelecendo relações de familiaridade. Remetendo às esculturas de crochê já realizadas pelo artista, Dengo é a primeira obra nesse material que atinge tamanha dimensão. Nela, não há redomas formando subsalas por entre suas estalactites gigantes de crochê pendentes do teto. O visitante terá a sensação de que toda a Grande Sala foi transformada em um ambiente imersivo único, permeado por grandes gotas coloridas. A cor, aliás, terá papel fundamental na composição da obra, que se insere no caráter de escultura-pintura. As tonalidades puras utilizadas em uma escala de cores vivas, como amarelo (predominante como o sustentáculo de toda a estrutura), azul celeste, vermelho, magenta, entre outras, irão se mesclar na trama do crochê e na própria estrutura do fio, resultando em novos tons de laranja, roxo e verde bandeira. Para tornar esse um ambiente lúdico e convidativo, a estrutura de crochê será permeada por diversos elementos que poderão ser usados e manuseados e estarão associados ao universo de Ernesto Neto. Pencas de saquinhos ora recheados de balas comestíveis, ora confeccionados em delicado tecido estufado pelo perfume da camomila, serão suspensos por correntes e ganchos, como nas bancas de camelôs. Nove tambores, cujas baquetas estarão integradas ao crochê e poderão ser manipuladas pelo espectador, rodearão um piano de meia cauda. Pequenos fogareiros e fogões farão as vezes de bases de algumas das colunas de crochê. Grandes estruturas brancas permitirão ao visitante amalgamar-se em seus contornos macios. Cadeiras e bancos que servirão de repouso ao público serão içados pela trama de crochê que irá “brotar” do teto da Grande Sala, como um organismo vivo que domina o espaço. A sensação será reforçada pela estrutura colossal amarela, também em crochê, que estará dependurada por todo o teto do espaço expositivo e da qual brotarão todas as gotas, estalactites e colunas de diferentes comprimentos, algumas tocando o chão. O teto da Grande Sala, onde será fixada de fato a estrutura do imersível, ficará parcialmente escondido do público por um estuque vazado por círculos maiores e menores, dos quais sairão os braços do crochê. Por meio de uma escada e uma plataforma de observação, o espectador poderá observar o bastidor da obra e estrutura que a sustenta. Espalhados pelo espaço, diversos monitores de plasma exibrão vídeos realizados por Neto ao longo de sua carreira, em uma pequena mostra retrospectiva.
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